Naquela manhã, Cece me acordou do mesmo modo de sempre. Pulou em cima de mim e me fez cócegas até que eu começasse a chorar. Ela me mandou vestir minhas roupas, disse que íamos sair.
- Cece, para onde vamos?
Ela não respondeu. Continuou puxando minhas mãos para que eu seguisse seu ritmo.
- Cece, por favor, aonde estamos indo? Me diga.
Ela se virou para mim, sem parar de andar, deu aquele seu lindo sorriso e por fim, disse:
- Vamos ter um dia de diversões.
Cece estava me levando para dar um passeio pela cidade. Eu sempre quisera fazer isso. Primeiro ela me levou a uma loja de doces. Compramos gomas de mascar, quebra-queixos, balas, chocolates, pirulitos... Compramos de tudo. Depois fomos a uma loja de brinquedos (porque Cece me levou até lá?). Cece brincou com os brinquedos e me pediu para tirar fotos.
Fomos a loja de animais e compramos uma coelhinha de estimação para nós. Demos seu nome de Joanne.
Por fim, Cece me levou ao lago. Comemos nossos doces e tiramos uma foto nossa com nossa coelhinha.
- Jesse, se eu sumisse - disse Cece -, você sentiria minha falta?
Fiquei espantado com sua pergunta e passei algum tempo em silêncio, mas por fim respondi:
- O que você esta dizendo? Isso é bobagem. Você não irá sumir. Você não pode sumir. Eu não posso deixar, preciso de você.
Cece olhou para o horizonte, para o sol se pondo e sorriu como se estivesse sentindo alguma dor. Ela não disse mais nada.
Voltamos para casa, jantamos com nossos pais e fomos para a cama. Demorei a dormir. Fiquei pensando na pergunta de Cece.
Acordei muito bem humorado na manhã seguinte. Fui ao quarto de Cece e tentei acordá-la. Ela não se mexia, não importava o quanto eu a chacoalhasse. Seu corpo estava frio.
- Cece, vamos Cece, acorde, acorde.