quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Uma Outra História para Peter Pan. (parte 2)

Querido Hugo,

   No que diabos você está pensando? Mande-os para cá assim que possível! Agora que sei de sua situação financeira, vou mandar as passagens dos garotos e todo o dinheiro que puder mandar para você para ajudar por aí. Mandarei mensalmente uma quantia, não sei quanto vai ser, pois minha renda mensal não é exata e tenho contas a pagar.
   Por Deus, porque não me disse isso antes e pediu minha ajuda? Se tivesse me dito isso há alguns meses teria dinheiro o suficiente para pagar suas dívidas, mas como você sabe, alguém incendiou minha livraria e tive que reformá-la por completo. Consegui salvar alguns poucos livros, mas todos estão em estado precário. Por isso não posso ajudá-lo mais.
   Assim que me recuperar de minha “crise” pagarei suas dívidas e você e Belinda virão para Corntown para morar comigo e com os garotos.  Montarei uma loja para você e então não terá mais que se preocupar com dinheiro. Ah, meu querido, não se preocupe. Tudo vai dar certo, você verá! Estou com você, ainda este ano comemoraremos o natal, juntos.
                                                                        
                                                                 Atenciosamente,
                                                                                 Elizabeth.

   As marcas das lágrimas de Tia Elizabeth caíram na folha de papel enquanto ela escrevia. As manchas não saíram. Quando o pai de Peter recebeu a carta e a leu, pode ver as marcas das lágrimas de Tia Elizabeth, pode sentir sua raiva por não poder ser mais útil. Ele se sentiu culpado por não ter pedido a ajuda da irmã antes. Não por ele, mas por Elizabeth.
   Ele podia sentir que ele e sua família eram muito amados por ela, uma filha bastarda. A única família de tia Elizabeth antes de encontrar a família Pan era sua tia Juddy. Esta cuidou dela desde que a mãe de tia Elizabeth morreu 3 meses depois de dar a luz a Elizabeth, por não ter se recuperado do parto.
   Hugo podia sentir, ela os amava tanto porque eram sua única família.